sábado, 26 de março de 2011

Estarás Contigo

Sorrisos falsos, vontades abaladas;

existência amarga, verdades infundadas;

Dissemina sobre minha carne crua;

a realidade da solidão nua.


vestimentas sempre moldadas;

pra corpos sadios outrora;

hoje vestido de dissabor;

que invejosamente corrobora.

Vá vista-se de preto;

seja escurecido pelo meio;

Vá seja assim banalizado;

sinta-se triste e encurralado.


Julga-se mais do que és;

é és menos do que pensas;

Assim vais, assim tentas;

estas preso em sua condição pelos pés.


Vocifera, grite e se contorça;

agora aceite que a dor é a única força;

e que esse infundado sofrimento;

te persegue para sempre;

e estarás contigo em todo momento.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Existência

Fazemos parte de um mundo;

de um mundo de quase faz de conta;

nesse mundo fazemos de tudo;

podemos ser felizes e também tristes;

neste mundo costumamos brincar;

e tem brincadeiras que custam caro;

nesse mundo costumamos dançar;

mas essa musica muitas vezes;

não é a que queremos dançar;

vivemos em um mundo fora de controle;

Que por mais que tentamos escapar;

percebemos o quanto isso é impossível;

mas nunca deixaremos de ser quem somos;

pois esse mundo é nossa própria existência.

Vísceras

As vísceras, essas sim estão a mostra;

Sinto seu cheiro podre no ár;

Essas vísceras tais;

Que como as de animais;

um dia ficaram jogadas ao chão;

e o sangue, sim, o sangue;

esse estava escorrendo;

tingindo todo o seu passar de vermelho;

e assim segue sua marcha fúnebre;

em direção a um esgoto qualquer.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ato Falho

Eu sou uma bagunça;
Um disturbio nato;
Quase tudo que digo é específico;
e do específico nasce tudo que faço.

Eu sou uma evolução;
de tudo aquilo q não é são;
sou então um ato falho;
daqueles que virão em frangalhos.

Sou assim algo híbrido;
perdido, as vezes encurralado;
e mesmo quase erradicado;
participo da existência humana.

Sofrida existência a qual se fecha;
e enfim imersa em duvidas;
tão qual respostas;
talvez nunca iremos encontrar.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Fato

È fato que o fato de fato;
se torna muitas vezes inevitável;
e em sua austera inibição serena;
se molda vil a impressão do tato.

Sua lógica difundida vive;
percorre assim o ansião limite;
de tal treva em seu limiar.

E com desonrra perpétua teve;
dentre ocasiões que me veem mostrar;
e quando se simula idas e vindas;
sente-se em sua raiz torta;
a abundancia de negras flores a brotar.

Vemos então a particularidade sombria;
que de onde ronda a ousadia;
de fato que o fato assim está.

O Morto

Distintos são em sua suposição;
inomináveis perpétuos em frieza;
cuja desconhecida natureza;
torna-se obra de exposição.

posto, tocado e esvaziado;
segue-se lá parado;
apenas para uso da compreensão.

Morimbundo sempre banhado;
em líquido não regado;
mantendo assim seu corpo "são".

Manifestos automáticos são abstratos;
pois o homem ali prostrado;
não reclama e não se move;
apenas obedece a lei do mundo cão.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Em Meu Eu

O amor é viríl;
E sinto em meu vaziu;
Uma hostíl tentação.

Me apego em artifícios;
E um simples passo em falso;
me vejo totalmente descalso;
pisando em brasas de paixão.

Vivo intercalando desejo e culpa;
smpre semeando a auto-análise;
que me leva a uma depressão astuta;
da desigualdade de uma religião.

Viajo em pensamentos secretos;
e me deturpo em momentos dislexos;
da minha total condição.